Editorial

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Textos sobre o dia a dia real do planejamento financeiro: processo, modelo, dado e conversa com o negócio.

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Uma trilha de publicações da página do LinkedIn: reflexões práticas sobre FP&A, tomada de decisão e os bastidores da gestão financeira. Cada card leva direto à publicação original.

01Publicação

A empresa bateu recorde de faturamento... mas o caixa ficou negativo.

Faturamento +18%, EBITDA positivo, carteira de pedidos crescente — e caixa negativo no fim do mês. O que um profissional de FP&A investigaria antes de concluir que "o financeiro falhou"?

Imagine este cenário: Faturamento: +18% EBITDA: positivo Carteira de pedidos crescente E, mesmo assim... O caixa terminou o mês negativo. O que aconteceu? Antes de concluir que "o financeiro falhou", um profissional de FP&A investigaria: • aumento do prazo médio de recebimento; • crescimento do estoque; • antecipação de CAPEX; • aumento do prazo de produção; • concentração das vendas no fim do mês; • pagamento de tributos ou fornecedores em datas específicas. Lucro e geração de caixa caminham juntos, mas não são a mesma coisa. Entender essa diferença é uma das competências mais importantes para quem atua em FP&A.

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02Publicação

Ter muita dívida é necessariamente ruim?

O indicador D/E mede a relação entre capital de terceiros e capital próprio — e revela o equilíbrio entre risco financeiro e capacidade de crescimento.

A resposta é: depende. O indicador D/E (Debt-to-Equity) mede a relação entre o capital de terceiros e o capital próprio utilizado para financiar as operações da empresa. Mais do que um número, ele revela o equilíbrio entre risco financeiro e capacidade de crescimento. Exemplo: Imagine duas empresas que precisam investir R$ 20 milhões para ampliar sua capacidade produtiva. A primeira utiliza recursos próprios e mantém um D/E baixo. A segunda recorre a financiamentos, elevando seu D/E. Se esse investimento gerar aumento de produtividade, crescimento das vendas e retorno superior ao custo da dívida, o endividamento terá criado valor para o negócio. O papel do FP&A é justamente responder à pergunta mais importante: A dívida está financiando crescimento ou apenas sustentando a operação? Endividamento não deve ser analisado isoladamente. Quando bem planejado, ele pode acelerar investimentos, fortalecer a competitividade e ampliar a geração de valor no longo prazo.

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03Publicação

“Você não cresce no momento da pressão. Você recorre ao seu treinamento.” — série PITT

Em FP&A, não é o improviso que sustenta a entrega nos momentos de pressão — é o preparo acumulado.

A rotina em FP&A, muitas vezes, é silenciosa. Modelagens, revisões, reconciliações, alinhamentos com áreas, construção de cenários. Até que chega o momento da pressão: fechamento, revisão de forecast, necessidade de decisão rápida da diretoria ou uma variação relevante que exige explicação imediata. É nesse instante que uma verdade se revela: não é o improviso que sustenta a entrega — é o preparo acumulado. Ao longo da minha trajetória, percebo que os melhores resultados não surgem em momentos de calma, mas são testados em momentos de tensão. E, nesses momentos, o que diferencia uma análise consistente de uma resposta frágil é a qualidade do treinamento que foi construído antes. Ganhos ao estruturar bem o treinamento em FP&A: • Maior segurança na tomada de decisão, mesmo com dados incompletos; • Agilidade na leitura de cenários críticos; • Credibilidade junto à alta gestão; • Redução de retrabalho e inconsistências; • Capacidade de transformar pressão em clareza estratégica. Exemplo: Em um fechamento mensal, com variações relevantes de volume x preço, o tempo para análise é reduzido. Se o time já possui uma estrutura consolidada de acompanhamento — com premissas claras, bases confiáveis e drivers bem definidos — a resposta deixa de ser uma busca por dados e passa a ser uma interpretação estratégica. Por outro lado, sem esse preparo, o esforço se concentra em reconstruir informações, o que compromete a qualidade da análise e a confiança na tomada de decisão. FP&A não é apenas sobre responder perguntas — é sobre estar preparado para respondê-las com consistência, mesmo sob pressão. A construção desse preparo é contínua — e é ela que sustenta a autoridade técnica no longo prazo.

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04Publicação

Indicadores líderes: onde o FP&A maduro concentra energia

Indicadores líderes sinalizam mudanças de comportamento antes que elas se traduzam em receita, custo ou margem.

Muitas análises financeiras falham não por falta de dados, mas por excesso de foco em indicadores de resultado. Esses indicadores são importantes, mas olham para trás. Quando aparecem, o impacto financeiro já aconteceu. FP&A estratégico concentra energia nos indicadores líderes — aqueles que sinalizam mudanças de comportamento antes que elas se traduzam em receita, custo ou margem. São esses sinais antecipados que permitem ajuste de rota enquanto ainda há margem de manobra. Indicadores líderes não substituem os indicadores de resultado. Eles os antecedem. E é nessa antecipação que o FP&A gera valor real. Ganhos • Ações corretivas antecipadas, antes do impacto no resultado • Menos surpresas no fechamento e no forecast • Melhor diálogo com áreas operacionais • Forecasts mais consistentes • Decisões mais rápidas e menos reativas • Análises mais conectadas ao negócio, com foco em causa e não apenas efeito Ter no radar: Indicadores líderes exigem interpretação e contexto. Leitura automática gera alertas, mas não decisões. Exemplo: Acompanhar taxa de conversão comercial, nível de backlog, eficiência produtiva ou lead time antes que uma queda de receita apareça no DRE.

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